Conheça 5 maiores fenômenos meteorológicos que afetam a agricultura

fenômenos meteorológicos
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A meteorologia, junto à astronomia, é uma das ciências que os seres humanos começaram a estudar há mais tempo. Isso aconteceu porque tempo e clima têm uma influência direta sobre a vida das pessoas. Assim, os fenômenos meteorológicos, que são acontecimentos na atmosfera, foram descritos por Aristóteles ainda no século 4 a. C.

Alguns dos exemplos mais comuns desses fatos são raios, tempestades, chuvas, formação de nuvens e neblina. Porém, também existem outros tipos de fenômenos de escala global, como é o caso do El Niño e La Niña. Todos esses acontecimentos atmosféricos afetam a vida e a economia do produtor rural e podem ter consequências bastante negativas caso o agropecuarista não esteja devidamente preparado para recebê-los.

Chuva, granizo, estiagem, geada, calor excessivo, ventos, entre outros, podem gerar grandes perdas na safra. Neste artigo, vamos explicar quais são os 5 maiores fenômenos meteorológicos que afetam a agropecuária e apontar caminhos para o produtor lidar bem com eles. Ficou interessado? Basta continuar a leitura!

1. O fenômeno El Niño

É um fenômeno que volta e meia é comentado nos quadros de meteorologia da TV. Trata-se de um aquecimento maior do que o normal que começa na zona tropical do Oceano Pacífico. De acordo com Celso Oliveira, meteorologista do AgroSomar, quando há um aquecimento na água do oceano, ela evapora com mais facilidade. O vapor é a energia que vai para a atmosfera.

“Os ventos se encarregam de espalhar a energia pela atmosfera e isso muda a frequência de chuva e temperatura. De uma forma geral, pensa-se no aquecimento. Como o Oceano Pacífico cobre quase metade do globo, o calor dele e o vapor vão para a atmosfera”, explica Oliveira.

Cada região do Brasil reage a essa mudança atmosférica de uma forma e também varia de acordo com a época do ano.

No Sul, as chuvas tendem a aumentar tanto no verão quanto no inverno e a produção de grãos é melhor. Já no Nordeste o tempo fica mais seco no verão, o que compromete o desenvolvimento da soja, por exemplo.

2. La Niña

Ao contrário de seu “irmão” El Niño, La Niña contribui para um resfriamento na atmosfera, mas não necessariamente as temperaturas baixam muito. No Sudeste, nota-se um verão menos quente e mais chuvoso. “Há um aumento do risco de estiagem no Sul no verão e o Nordeste é beneficiado com um período úmido mais longo, o que permite instalar as duas safras com mais folga”, descreve Oliveira.

Quando há um período longo de tempo encoberto, a partir de dez dias, as plantas começam a sentir o efeito da falta de luz. Além disso, o tempo úmido e a temperatura mais baixa ajudam a proliferar as doenças.

Além disso, em época de La Niña, principalmente no inverno, as ondas de frio são mais intensas e menos duradouro, porém o risco de perda por geada é muito grande e preocupante.

3. Efeito estufa

Celso Oliveira explica que o efeito estufa é um aquecimento gerado pela grande quantidade de emissão de gás carbônico proveniente da queima de combustível fóssil. Essa concentração de dióxido de carbono faz com que a Terra se aqueça gradativamente.

No dia a dia, esses efeitos não podem ser percebidos com facilidade. Entretanto, o acompanhamento das temperaturas ao longo de várias décadas tem demonstrado esse aumento da temperatura média no planeta. E ano após ano estudos mostram que a Terra está quebrando recordes e mais recordes de calor.

“Existem plantas mais tolerantes à estiagem e outras que exigem água o tempo todo. A ideia, nos próximos anos, é que se utilize as variedades mais tolerantes à seca, pois a tendência é que os verões sejam mais quentes e secos”, explica o meteorologista.

4. Mudanças no tempo

A atmosfera é dinâmica, e o tempo está em constante mudança. Alguns desses fenômenos meteorológicos, como as chuvas e os ventos, podem ter impactos diretos sobre o dia a dia das propriedades rurais.

“Um problema que cresceu nos últimos anos é a morte de abelhas, pois aplicam defensivos agrícolas com muito vento, acertando as colmeias e matando as abelhas pelo mundo inteiro. Se é necessário fazer uma aplicação e sabe-se que o vento vai mudar de direção e se intensificar dentro de uma ou duas áreas, é melhor abortar a missão e aguardar um novo momento”, exemplifica Oliveira.

Sabendo sobre o comportamento da atmosfera, o produtor rural pode tomar outras decisões de curto e médio prazo. Alguns exemplos são a escolha de quais insumos comprar de acordo com as condições meteorológicas que deve enfrentar no ano. Ele também pode se precaver para garantir o conforto térmico para os rebanhos em ondas de calor ou frio.

A forma mais eficiente para o produtor ter essas informações e se planejar é por meio de um serviço de climatologia agrícola, que dará todos os dados de que o produtor precisa para tomar boas decisões para a sua propriedade.

5. Zoneamento climático

O zoneamento climático não é um fenômeno meteorológico, mas a análise do perfil agrícola de uma determinada região conforme os fenômenos observados lá. Não é possível, por exemplo, plantar caju na Argentina, pois a planta precisa de sol e calor, assim como não se consegue plantar trigo no Ceará.

“O zoneamento climático serve para determinar, de acordo com a média histórica de chuva e a temperatura de cada município e o solo, o que ele é apto a receber. Pode-se plantar na região alguns grãos de acordo com a cultura”, esclarece Celso Oliveira.

Um dos usos mais comuns para o zoneamento é para a contratação do seguro agrícola. Quando há uma queda muito grande na produção, o seguro cobre a diferença de modo a diminuir os prejuízos do produtor. “Os corretores querem saber se o plantio foi feito dentro do zoneamento climático”, explica Oliveira.Ou seja, essa análise auxilia o produtor a otimizar a sua produção e também serve de fator para a tomada de decisão.

Se você chegou até aqui, já compreendeu que o conhecimento dos fenômenos meteorológicos é fundamental para garantir uma boa produção em qualquer propriedade rural, não é mesmo? Para isso, a maneira mais eficiente é contratando um bom serviço de previsão do tempo.

AgroSomar, por exemplo, é uma ferramenta que fornece informações personalizadas sobre a área e a cultura que o agricultor escolhe monitorar. Os boletins, gráficos, mapas e outros dados são apresentados de forma simples e bastante intuitiva. Assim, o agricultor pode tomar decisões de forma mais embasada e otimizar a produção.

Quer estar mais bem preparado para os próximos fenômenos meteorológicos que afetarem a sua região? Então entre em contato conosco! Será um prazer explicar como funciona a plataforma e como ela pode ajudar.

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